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Hidrossemeadura em Taludes Rodoviários: Técnica, Resultados e Boas Práticas

EA

Eng. Ambiental Rafael

Coordenador Técnico · 2024-03-15

Hidrossemeadura em Taludes Rodoviários: Técnica, Resultados e Boas Práticas

A hidrossemeadura é, sem dúvida, a técnica de revegetação mais utilizada em projetos de infraestrutura no Brasil. Sua popularidade se deve à capacidade de cobrir grandes áreas em pouco tempo, com custo relativamente baixo e boa adaptação a diferentes tipos de terreno.

O que é a calda de hidrossemeadura?

A calda hidrossemeadora é composta por sementes, mulch (fibra de celulose ou madeira), fertilizantes NPK, calcário dolomítico, fixador de solo e água. A proporção de cada componente é determinada em função do tipo de solo, declividade do talude e espécies utilizadas.

Espécies mais utilizadas

No Cerrado e áreas de transição, utilizamos principalmente gramíneas de crescimento rápido como *Brachiaria decumbens*, *Cynodon dactylon* e *Paspalum notatum*, combinadas com leguminosas como *Canavalia ensiformis* e *Stylosanthes* spp. para fixação de nitrogênio.

Na Mata Atlântica, as misturas incluem espécies pioneiras arbustivas e arbóreas que aceleram a sucessão ecológica.

Índices de sucesso esperados

Em condições normais de solo, temperatura e precipitação, a germinação das sementes ocorre entre 7 e 15 dias após a aplicação. A cobertura vegetal de 70% é atingida em média em 45 a 60 dias. Para aprovação nos laudos de monitoramento do DNIT e IBAMA, o índice mínimo exigido é de 80% de cobertura vegetal em 90 dias.

Principais fatores de insucesso

  • Aplicação em período de estiagem prolongada sem sistema de irrigação de apoio
#Hidrossemeadura#Taludes#Rodovias#Revegetação